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Não
contrariando aquilo que já vinha sendo hábito,
a nova banda de Springsteen, seria ela também
de curta duração.
Steel Mill era um projecto que obteve algum
reconhecimento na altura por parte da crítica e também
do público. Chegariam a fazer uma pequena tournée
na Califórnia, tocando em clubes da zona, e gravaram
algumas demos em estúdio que nunca chegaram a ver a luz
do dia, pelo menos oficialmente. A oportunidade de gravar um
álbum surgiu a certa altura, mas foi recusada, e pouco
tempo depois a banda separava-se.
Steel
Mill |
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1971 :
Em
1971, forma os Dr. Zoom & the Sonic Boom,
que também teriam uma existência muito curta. Foi
uma época em que Bruce fez muitas experiências
com diferentes músicos, provavelmente tentando encontrar
o seu caminho. Não faltaria muito para que tal acontecesse.
Dr.
Zoom & the Sonic Boom |
:
1972 :
Passado
um ano, seria simplesmente: The Bruce Springsteen Band.
Uma banda com direito a vozes femininas no coro, e uma pequena
secção de metais. Os espectáculos contam-se
pelos dedos de uma mão, e mais uma vez, tudo começava
como tinha acabado: depressa.
The
Bruce Springsteen Band |
Nesse
mesmo ano "nasce" a mítica E Street
Band. No entanto, a sua formação, não
seria ainda definitiva. Entretanto, Springsteen
já tocava sozinho em bares da zona, quando conhece Mike
Appel, que depressa se torna o seu manager.
Através
de Mike Appel, Bruce consegue
uma audição com o AR da CBS/Columbia: John
Hammond, o mesmo que tinha descoberto Bob Dylan.
Hammond fica tão impressionado com a
prestação de Bruce, que decide
agendar uma audição a sério com os "grandes"
da Columbia, nessa mesma noite, no Gaslight Club em Nova Iorque.
A audição é um sucesso, e Springsteen
assina um contrato para dez álbuns com a CBS.
Chega a gravar umas demos para Hammond, sozinho
mais a sua guitarra acústica e um piano. Quatro das músicas
tocadas nesse dia, fazem parte do alinhamento do primeiro CD
da caixa "Tracks" editada em 1998.
São elas, "Mary Queen of Arkansas",
"It's Hard to be A Saint In the City",
"Growin' Up" e "Does
This Bus Stop at 82nd Street?", que também
irão fazer parte do primeiro álbum.
Apesar de tocar com uma banda de apoio, o desejo da editora
era que Springsteen fosse mais um artista folk,
na linha do Bob Dylan.
Bruce
Springsteen e John Hammond |
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1973 :
"Greetings
From Asbury Park, N.J." é lançado
no início do ano, e apesar de ter feito uma tournée
de apoio ao álbum, este não chega a ser um sucesso
de vendas. Bruce Springsteen já com
a E Street Band, fazem inclusivé, algumas
primeiras partes dos concertos dos Chicago.
Greetings
From Asbury Park, N.J. |
Com
o relativo insucesso do primeiro álbum, mesmo antes do
final do ano, Springsteen grava e edita o seu
segundo, "The Wild, the Innocent & the E Street
Shuffle". Mais uma vez na estrada, para promover
o novo trabalho, não chega para que as vendas realizadas
sejam as desejadas. No entanto, os espectáculos ao vivo
são considerados muito bons.
The
Wild, the Innocent & the E Street Shuffle |
:
1974 :
Em
Maio, o concerto no Harvard Square Theater, Cambridge, Massachusetts,
é presenciado pelo crítico de música Jon
Landau, que escreve artigos para o The Real
Paper e para a Rolling Stone, que
se inspira para escrever uma das frases míticas do jornalismo
musical: "I saw rock and roll future and its name
is Bruce Springsteen". Esta frase seria aproveitada
pela editora de Springsteen para fazer uma
nova promoção dos seus dois álbuns.
Jon
Landau e Bruce Springsteen |
Já
nessa altura, os acordes de "Born to Run"
ecoam pelas salas de espectáculos por onde Bruce
toca. Esta música que dará finalmente a conhecer
o nome de Springsteen a milhões de pessoas.
:
1975 :
O
terceiro álbum do Boss é editado.
"Born to Run" é co-produzido
pela primeira vez por Jon Landau, o que na
realidade não agradou muito a Mike Appel,
também ele co-produtor.
Born
to Run |
O
novo trabalho é um sucesso, e no dia 27 de Outubro, Bruce
aparece simultaneamente na capa das revistas Time
e Newsweek.
Revistas
Time e Newsweek, 1975 |
Com
a chegada do final do ano, é realizada pela primeira
vez, uma tournée europeia de quatro datas em três
cidades. Ao que parece, os posters de promoção
aos concertos, com a frase "Finally. The world
is ready for Bruce Springsteen", não foram
do seu agrado, chegando mesmo a rasgar alguns.
"Finally.
The world is ready for Bruce Springsteen" |
:
1976 :
Depois
de um concerto em Memphis, Springsteen e Van
Zandt apanham um táxi que os levará a
casa de Elvis Presley, em Graceland. Elvis
foi uma grande influência para Bruce,
que tentou conhecê-lo pessoalmente, mas sem sucesso, uma
vez que ao trepar o muro que rodeia a mansão, foi logo
apanhado por um polícia que o pôs dali para fora.
Elvis
Presley |
Springsteen
entra com um processo em tribunal, contra o seu manager Mike
Appel, acusando-o de fraude e alegada quebra de confiança.
Este processo iria levar algum tempo até ser resolvido,
o que impediu Bruce de entrar em estúdio.
Mike
Appel e Bruce Springsteen |
:
1977 :
Bruce
Springsteen e Mike Appel fazem um
acordo fora do tribunal, o qual levará o Boss
a ter total controlo da sua música. Em meados do ano
e até ao final, Springsteen entra em
estúdio para gravar aquele que seria o seu quarto álbum
de originais.
:
1978 :
"Darkness
on the Edge of Town" é finalmente editado.
A tournée de apoio ao álbum é considerada
uma das melhores de Springsteen. Os concertos
tornam-se lendários, chegando muitas vezes a ultrapassar
as três horas de duração. Em Setembro, no
Capitol Theatre em Passaic, New Jersey, três datas da
tournée ficarão famosas pela sua magnitude. São
uma das gravações piratas mais famosas do Boss.
Darkness
on the Edge of Town |
Bruce
Springsteen é pela primeira vez na sua carreira,
capa da revista Rolling Stone.
Revista
Rolling Stone, 1978 |
:
1979 :
Depois
do final da tournée de "Darkness on the
Edge of Town", Bruce entra novamente
em estúdio para gravar mais um álbum. No entanto,
será forçado a interromper temporariamente as
sessões de gravação, devido a um acidente
de mota.
Nos
dias 22 e 23 de Setembro, Springsteen junta-se
a outros artistas, em protesto contra o nuclear. Entre esses
artistas incluem-se, Tom Petty, Bonnie
Raitt, Jackson Browne e Chaka
Khan, nos concertos que serão conhecidos por
"No Nukes". Na segunda noite, que
é também a sua data de aniversário, Springsteen
atira um bolo para a audiência, e puxa a sua ex-namorada,
a fotógrafa Lynn Goldsmith para cima
do palco, para uma humilhação pública.
Seria editado mais tarde, um álbum e um filme sobre estes
concertos.
No
Nukes |
A
nova música "The River", teve
honras de estreia nestes espectáculos... |
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