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NEBRASKA



© 1982
 

: CURIOSIDADES


. Apesar de algumas músicas terem sido ensaiados com a E Street Band, o resultado não foi satisfatório, sendo editadas no seu formato original.

. "Atlantic City" é o tema escolhido para o primeiro video da carreira de Bruce, apesar da sua imagem não aparecer.
 

DISCOGRAFIA

1973 - Greetings From Asbury Park, NJ
1973 - The Wild, The Innocent & The & Street Shuffle
1975 - Born to Run
1978 - Darkness on the Edge of Town
1980 - The River
1982 - Nebraska
1984 - Born in the U.S.A.
1986 - Live/1975-85
1987 - Tunnel of Love
1988 - Chimes of Freedom
1992 - Human Touch
1992 - Lucky Town
1993 - In Concert, MTV Plugged
1995 - Greatest Hits
1995 - The Ghost of Tom Joad
1998 - Tracks
1999 - 18 Tracks
2001 - Live in New York City
2002 - The Rising
2003 - The Essential Bruce Springsteen
2005 - Devils & Dust
2005 - Hammersmith Odeon London '75
2006 - We Shall Overcome The Seeger Sessions
2006 - We Shall Overcome The Seeger Sessions - American Land Edition
2007 - Live in Dublin
2007 - Magic

NEBRASKA

Nebraska

A VOZ DOS FÃS


A importância de ser Nebraska

Um dos melhores álbuns de sempre: Nebraska. Não quero fazer uma crítica ao álbum. Apenas reflectir sobre as razões que o levam a ser considerado por muitos, o melhor álbum de Springsteen. Normalmente é-lhe atribuído esse epíteto por quem não é grande fã do homem e isso é perfeitamente normal uma vez que é uma carta fora do baralho, um álbum diferente de todos os outros. Na altura, a editora de Springsteen não viu o lançamento deste álbum com bons olhos, e com razão, uma vez que não vendeu nada que se parecesse com os números do seu antecessor "The River" nem com os números do álbum que o seguiría "Born in the USA".

Este é talvez o primeiro álbum propositadamente lo-fi, com um ambiente solitário, desesperado, sem possibilidade de vitória, ou seja, um álbum que, contrariamente ao que se tornou imagem de marca de Springsteen, não apresentava saídas, apenas becos sem saída. São dez músicas gravadas numa pequena sala para um gravador rudimentar de 4 pistas, sem grandes arranjos nem a imensidão wall of sound característica do álbum Born to Run. São 10 histórias desesperadas que, para o autor significaram uma reviravolta na medida em que não era possível descrer mais fosse no que fosse. Mais tarde, a música pessimista, sem saída, seria moda e consistiria uma saída fácil para músicos que queriam fazer obras relevantes.

Em Nebraska, estas histórias fazem sentido e são relevantes: vêm das entranhas de uma América ressacada da bebedeira dos anos 80 que ainda não tinha passado, uma América ostensiva com Reagan como Presidente. É fácil encontrar muita gente que não goste da sonoridade mais "característica" de Springsteen com banda a todo o gás e, nesse aspecto, este álbum agrada particularmente a essas pessoas na media em que não fazia grande sentido fazer acompanhar estas letras de um som omnipotente (Springsteen fez essa experiência em Born in the USA o que lhe valeu um sucesso até aí sem precedentes mas um dos álbuns mais fracos da sua discografia). É por esta razão que o álbum é tão apreciado por pessoas que, normalmente não gostam muito de Springsteen. Aliás, Born in the USA podería ter sido igualmente genial, basta ouvir a versão acústica de Born in the USA para saber isso mas Springsteen acabou por optar por uma sonoridade sarcástica o que lhe saiu caro uma vez que muito pouca gente entendeu o sarcasmo e até hoje pensam em Springsteen como um redneck patrioteiro.

Para Bruce Springsteen, a pessoa, este álbum marcou um dos pontos mais negativos da sua vida mas para Bruce Springsteen, o músico, todo o desespero que impestava o ar foi destilado nesta brilhante obra. 

Márcio Diogo Augusto
 

. Provavelmente o disco mais intimista do Boss.

. Apenas acompanhado de uma guitarra acústica e da harmónica, grava em casa num gravador de 4 pistas, as canções do seu desencanto relativamente à América.

. Talvez seja esta a resposta ao rótulo que lhe quiseram pôr: "o novo Dylan", em 1973, quando editou o primeiro álbum "Greetings From Asbury Park, N.J.".



: AGRADECIMENTOS


Márcio Diogo Augusto
explica porque acha este trabalho o melhor álbum de Springsteen.

Márcio é também o autor do blog Thunder Road onde é possível encontrar este texto.


 

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